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Amo-te porque não te tenho: Sobre o Amor Platônico.

Amo-te porque não te tenho: Sobre o Amor Platônico.

Sinto que estamos perto, gosto do seu jeito e teu sorriso,

tão íntimos como bons amigos

Faríamos um par e tanto,

imagino, crio e recrio nós dois

falando sobre a vida, viagens e vinhos.

Te acompanho de perto, não sabes, mas também não poderia.

Uma vez real demais eu me afastaria.

Que ilusão preciosa, 

não quero perder a forma como te encontro.

Preciso te manter assim,

você é parte de mim.

Autor:Danielle Vieira .

 

Amor platônico, amor virtual, amor imaginário, certamente muitas pessoas já viveram esse tipo de amor.

Um sentimento por alguém que não possuímos, um desejo impossível, uma vontade de estar com alguém improvável. Muito comum na adolescência, quando o sujeito direciona a atenção para as relações externas e depara-se então com a dificuldade que é relacionar-se com o outro real, criando assim possibilidades imaginárias e inventando um amor que muitas vezes só existe para um.

O amor platônico (de Platão), como é conhecido, é um amor perfeito mas que só ocorre no mundo da idéias e não no mundo real. O caráter mais importante desse tipo de amor, além de ser perfeito, é justamente a possibilidade de onipotência que tem o sujeito que o cria, já que não existe um outro real com todo o seu pacote de desejos, vontades, peculiaridades, é possível recriar esse outro a partir daquilo que atenda à todas as necessidades do criador, além disso é um relacionamento imaginário lúdico, flexível, se adapta, aparece e desaparece nos momentos desejados.

Platão ainda não sabia que hoje teríamos um mundo que simularia esse tipo de mundo das idéias, o mundo virtual. Idealizações, fantasias, likes, trocas imaginárias de sinais, tudo isso vai favorecendo para que os amores comecem e permaneçam no mundo das idéias, potencializado por um certo temor às relações, distanciamento dos afetos, pouca disponibilidade ao outro real e presos ao outro imaginário, os amores platônicos ganham espaço.

Esse tipo de sentimento criado, pode ser tão interessante para quem o cria, que acaba dificultando cada vez mais que esse sujeito vá para o mundo externo e conheça alguém real, pois algo sempre o mantém preso nessa relação especular imaginária, criando e recriando alguém a luz do seu próprio Eu. Essa já parece ser uma solução encontrada que pode apontar para questões importantes e dificuldades durante a constituição do sujeito nas suas relações intersubjetivas.

Lidar com um relacionamento real demanda bastante, é preciso desejar, sustentar esse desejo e muito mais; como estamos, como sociedade e indivíduos, cada vez menos disponíveis ao outro e aos custos de sustentar relações a curto, médio e longo prazo, os amores platônicos e virtuais parecem ser uma saída perigosa, uma fantasia com gosto de realidade.

Autora: Danielle Vieira – Psicanalista e Psicóloga em Bragança Paulista e São Paulo – SP, CRP 06/131376.

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