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POR QUE É DIFÍCIL SE RELACIONAR NOS DIAS DE HOJE?

POR QUE É DIFÍCIL SE RELACIONAR NOS DIAS DE HOJE?

Transcrição da entrevista concedida para o programa Dito e Feito com Fábio Arcanjo – TV Altiora.

Por que é difícil se relacionar nos dias de hoje?

Não acredito que seja mais difícil, nós temos a tendência de potencializar a dificuldade quanto estamos vivendo o momento, cada época teve sua dificuldade. Hoje temos fatores novos, a internet, as redes sociais, a rapidez de informações, temos a facilidade de nos conectar e a facilidade maior ainda, que muitas vezes é mais atrativo que é o desconectar. Vivemos em um mundo líquido, onde nada parece ser feito para durar, ainda estamos engatinhando para entender esse novo modelo de relação.

Você acredita que somos mais intolerantes nos relacionamentos?

Sim, somos mais intolerantes por diversos fatores. Na época de nossos avós a tolerância era praticada talvez por falta de opção, o casamento era visto como o fim, não havia a opção de divorcio e casais separados eram raridade e mal vistos pela sociedade, então a tolerância era praticada muito mais, talvez por uma pressão social. Hoje nós temos o fator opção, a liberdade de escolher novos parceiros, inclusive muitas vezes vemos mais pessoas divorciadas do que relacionamentos duradouros. A resiliência, a persistência e a tolerância são essenciais em um relacionamento.

Por que sofremos tanto por amor?

Acredito que muitas vezes nós buscamos o sofrimento nos relacionamentos. É interessante sempre se questionar do porquê buscamos relacionamentos que nos causam sofrimento, muitas vezes saímos de um relacionamento que nos faz sofrer e entramos em outro igual, repetimos, como se de certa forma esse sofrimento alimentasse algo em nós. Questione-se sempre. Pensando na palavra “namorar”, é como se convidássemos alguém para “morar” em nós, e como está a sua casa? Está organizada? Está habitável? Não sua casa física, mas a sua morada, você. Exercite o auto conhecimento, saiba o que você está buscando e porquê você está buscando e só aí poderá ter um entendimento melhor e mais poder sobre sua própria vida e escolhas.

Você acredita que é possível mudar alguém?

Difícil, quando o desejo de mudança não parte da própria pessoa. A mudança geralmente tem que partir de dentro pra fora, pode ser que existam fatores externos que promovam a reflexão sobre determinado comportamento e a partir disso a pessoa irá pleitear uma mudança. É relevante considerar dois pontos: Pode ser que essa mudança seja uma expectativa minha em relação ao parceiro e que nunca irá acontecer e se é uma expectativa minha eu preciso trabalhar nela, isso me pertence, não pertence ao outro. E depois temos que observar se essa mudança é realmente necessária, possível e os dois estão de acordo, o que pode ser feito para facilitar esse processo de ambas as partes. Diálogo é primordial em um relacionamento.

Como lidar com o dia a dia em um relacionamento que pode ser tão desgastante?

Gosto de pensar que um relacionamento é como uma horta, é preciso cortar as folhas secas, regar, adubar, colocar remédio para as pragas, doar-se diariamente para ver crescer. Assim também com nosso relacionamento, porque se abandonamos nossa horta ela irá virar uma “floresta” e chegará um ponto que não saberemos mais o que é cebolinha, o que é capim santo, ou manjericão, uma bagunça completa. Em nosso relacionamento corremos o risco de nos deparar com a mesma situação, onde chegamos a um ponto que já não sabemos mais exatamente o que é, “como chegamos a esse ponto”, o que aconteceu? Esteja atento sempre a mudança, a sua mudança e a mudança do seu parceiro, nós mudamos todos os dias. Jung dizia que “todo encontro é transformador” todas as pessoas com quem nos relacionamos diariamente, sejam amigos, pacientes, colegas de trabalho, todos eles nos transformam. É preciso cuidar para não dormir com uma pessoa e acordar com outra. Relacionamento é construção, é modelagem.

Como saber se um relacionamento chegou ao fim?

Geralmente os relacionamentos fracassam pela falta de diálogo, pela falta de comunicação. Hoje temos uma enxurrada de informações que passam por nós todos os dias e nem estamos aptos para absorver tudo, mas informação é diferente de comunicação, na comunicação existe uma troca, um diálogo, uma escuta. Vivemos em uma época aonde ninguém escuta ninguém. Faça o teste em sua casa, diga para alguém “eu estou cansado”, você ouvirá “eu também”. Para saber se um relacionamento chegou ao fim é preciso voltar ao começo, o que te atraiu para estar nesse relacionamento, o que vocês tinham em comum e o que você tinham de diferente que era complementar. É possível resgatar algo positivo? O mais importante de tudo, ainda existe amor? Porque amor não é dó, amor é diferente de baixa auto estima, amor não tem a ver com dependência emocional. Amar não é sentir dó, amar não é pensar que não vai encontrar nada melhor, amar não é precisar. Amar é querer estar, é querer dividir, querer construir algo juntos.

Para isso o autoconhecimento é essencial, saber primeiro o que acontece em você, investigar os conteúdos inconscientes, seus desejos, suas fantasias e trazer à consciência esse desconhecido que “vive em você” para então poder aprimorar seus relacionamentos.

Entrevista Concedida para TV Altiora – Programa Dito e Feito com Fábio Arcanjo.

Autora: Danielle Vieira – Psicóloga em Bragança Paulista e São Paulo – SP, CRP 06/131376.

 

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