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O stress sentido na pele.

O stress sentido na pele.

Você já deve ter conhecido alguém que sofre de alguma doença de pele e que ao passar por situações de stress têm a piora do quadro fisiológico, aumento de coceira, irritação, vermelhidão, etc.

Estudos conduzidos após catástrofes naturais em diversos países sugerem que após uma grande momento de stress as doenças de pele pioraram naquela população, é o caso da catástrofe de Kobe em 1995 no Japão, o terremoto matou mais de 6 mil pessoas e destruiu mais de 300 mil casas, após a tragédia mais de um terço da população passou a sofrer de doenças de pele, eczemas, coceiras e inflamações cutâneas.

É o caso também de pessoas que sofrem da Síndrome de Burnout, ou stress crônico, muitas dessas pessoas apresentam sintomas como dermatite atópica, queda de cabelo, vermelhidão e irritação na pele, coceiras, eczemas, acnes, rosácea, dentre outros sintomas que emergem da psique e parece que encontram na pele uma maneira de sair.

Esses sintomas psicossomáticos (do grego psico, relativo a mente, e soma, que significa corpo) vêm para lembrar que não é possível estar no controle todo o tempo, o corpo fala, grita, mostra que está ali precisando de ajuda e que não está encontrando uma maneira de escoar aquilo que vêm se acumulando.

Como o stress penetra na pele?

A sobrecarga psíquica, emocional, o stress crônico, a tensão acumulada vão desequilibrando as defesas do corpo, e ativando mecanismos complicados de adequação, liberando mais adrenalina e noradrenalina, elevando a frequência cardíaca e a pressão sanguínea, preparando o corpo para fugir ou lutar. Além disso começa um processo onde células do nosso sistema imunológico se deslocam do sangue até o tecido para atacar possíveis agentes patogênicos.

Em seguida entra em cena o cortisol, “o hormônio do stress”, que possui a árdua tarefa de reverter as inflamações causadas pela adrenalina e noradrenalina. Pesquisadores descobriram que problemas crônicos, principalmente durante a infância, podem atrapalhar o ciclo dessas reações, levando o corpo a não produzir mais cortisol suficiente para combater as inflamações, abrindo caminho para doenças de pele e outros problemas de saúde.

“Parece inegável que doenças crônicas de pele estão, na maioria dos casos,  associadas a doenças psíquicas como ansiedade e depressão”, afirma Uwe Gieler, da Clínica de Psicossomática e Psicoterapia da Universidade de Giessen, na Alemanha.

O grande problema é que as doença de pele entram em um ciclo difícil de ser barrado, o stress estimula reações inflamatórias, as coceiras na pele aumentam, os pacientes acabam se coçando e piorando as inflamações. Assim se torna uma tortura especialmente durante a noite, afetando a rotina de sono, fazendo com que essas pessoas durmam pouco, o que afeta seu desempenho durante o dia e as coloca em um estado de mais nervoso, mais stress e assim o ciclo vai se tornando vicioso.

Para superar as doenças de pele é necessário trabalhar em conjunto, médicos auxiliam no alivio dos sintomas físicos, enquanto os psicólogos irão trabalhar para ajudar o paciente a entender qual o gatilho que dispara esse ciclo e auxiliar no controle das emoções e stress do dia dia.

Autora: Danielle Vieira – Psicóloga Clínica em Bragança Paulista e São Paulo – SP, CRP 06/131376

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