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Alienação Parental – Uma guerra sem vencedores.

Alienação Parental – Uma guerra sem vencedores.

Alienação Parental – Uma guerra sem vencedores.

alienação parentalA alienação parental é o termo usado nos dias hoje que foi proposto em 1985 por Richard Gardner para designar uma situação em que mãe ou pai de uma criança à treina para romper vínculos e laços afetivos com o outro genitor, essa criança muitas vezes é usada pelos pais como um instrumento, como um objeto usado para atingir o outro.

Essa situação é bem comum no caso de pais divorciados, em especial em casos onde a separação se dá de forma hostil, gerando fortes sentimentos de vingança por uma das partes ou nas duas partes. Quando o luto da separação é mal elaborado por esses genitores inicia-se um processo de destruição, uma cruzada contra o outro cônjuge baseada em descrédito e desmoralização, mas não é somente em casos de pais divorciados que podemos ver esse tipo de relação, a alienação parental pode ocorrer dentro das casas onde pai e mãe estão presentes, seja pela soberania de um dos cônjuges ou pela ausência de outro. Ela também pode ser realizada por avós, tios e parentes próximos que dão suporte para esse afastamento entre um pai ou uma mãe e seu filho.

alienacao parental

O que a legislação diz sobre Alienação Parental?

Em lei estão previstas medidas que podem ser o acompanhamento psicológico, a aplicação de multa ou até mesmo a perda da guarda da criança a pais que estiverem praticando a alienação parental. A lei é nova, sancionada em 2010, porém na prática parece difícil de ser executada, uma vez que os próprios órgãos governamentais que prestam suporte ao judiciário não possuem estrutura adequada que possam suportar problemas decorrentes do Direito da Família.

Como as crianças alienada pelos pais são afetadas psicologicamente?

As crianças usam as figuras dos pais como um espelho e como fonte de segurança, em casos de um processo de separação dos pais a criança se vê dividida, com suas figuras fontes de inspiração e segurança abaladas, quando um dos genitores é desqualificado pelo outro essas bases com as quais a criança podia contar tornam-se frágeis e instáveis. A criança não quer perder o amor de nenhum deles, porém é obrigada a tomar decisões “optando” por um de seus genitores, que geralmente é aquele que detêm a guarda e aquele que é causador da alienação, gerando assim uma cisão interna, ela rejeita, nega e até mata internamente o outo genitor.

alienacao-parental

A criança alienada e as consequências:

As crianças e adolescentes que sofrem com essa disputa entre pai e mãe são mais propensas a:

  • Apresentar distúrbios psicológicos como ansiedade, depressão e pânico.
  • Baixa autoestima
  • Dificuldade em construir e manter vínculos
  • Dificuldade nos relacionamentos, quando adultas.
  • Utilizar de drogas e álcool como forma de aliviar a dor e culpa da alienação.

 

É importante que pais e mães estejam atentos aos seus próprios sentimentos e possam diferenciar o que é deles e o que pertence aos filhos, crianças precisam da presença de ambos os pais, é nessa construção de uma relação de amor e confiança que os filhos poderão encontrar uma base sólida para o desenvolvimento. Filhos não são uma propriedade ou um objeto e os interesses deles precisam ser levados em consideração.

 

Autora: Danielle Vieira – Psicóloga Clínica em Bragança Paulista e São Paulo – SP, CRP 06/131376

Referências:
www.alienacaoparental.com.br

 

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