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PRECISAMOS FALAR SOBRE SUICÍDIO

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PRECISAMOS FALAR SOBRE SUICÍDIO

A cada 40 segundos 1 pessoa se suicida no mundo, dados fornecidos pela OMS no ano de 2016 que nos fazem refletir sobre o quanto é necessário falar sobre suicídio e entender a gravidade do problema.

Entre os grupos de maior risco estão os adolescentes, nos Estados Unidos, em 2006, 1771 crianças e adolescentes de 10 a 19 anos de idade cometeram suicídio, o que tornou esta a terceira causa de morte nesse grupo etário (Schwartz et al., 2010). Na Europa, o suicídio é a segunda causa mais comum de morte entre adolescentes e adultos na faixa dos 15 aos 35 anos (WHO, 2010). No Brasil, na década de 90, entre 26% a 30% do total de suicídios consumados foram cometidos por jovens entre 15 e 24 anos (Cassorla, 1991). Além disso, o número total de suicídios entre os anos de 1998 e 2008 passou de 6.985 para 9.328, representando um aumento de 33,5%. Esse aumento foi superior ao do número de homicídios e acidentes de trânsito no país, que, no mesmo período, cresceram 19,5% e 26,5%, respectivamente (Waiselfisz, 2011).

No entanto, esses dados não representam a realidade, a Organização Mundia de Saúde (OMS) estima que para cada tentativa de suicídio registrada oficialmente, existem 4 tentativas que não foram registradas. As falhas nas estatísticas ocorrem por diversos motivos, desde a causa da morte ser registrada como acidentes como por exemplo “acidente por ingestão excessiva de medicamentos”, até a falta de precisão para saber se um acidente de trânsito foi uma fatalidade de fato ou uma tentativa de suicídio. Além de tudo isso ainda existe o preconceito da sociedade e da própria família, a dificuldade de aceitação e questões religiosas que interferem diretamente no assunto.

O suicídio refere-se ao desejo consciente de morrer e à noção clara do que o ato executado pode gerar (Araújo et al., 2010). Em geral a decisão de tirar a própria vida não ocorre de uma hora para outra, o individuo manifesta anteriormente sinais ou ideias de atentar contra a própria vida e esse sinais precisam ser observados em especial por familiares e amigos, pois é aí que existe a chance de intervenção.

SUICÍDIO: MITOS E VERDADES

Mitos sobre o suicídio


Mitos Verdades

O suicídio é uma decisão individual, já que cada um tem pleno direito a exercitar o seu livre arbítrio. FALSO. Os suicidas estão passando quase invariavelmente por uma doença mental que altera, de forma radical, a sua percepção da realidade e interfere em seu livre arbítrio. O tratamento eficaz da doença mental é o pilar mais importante da prevenção do suicídio. Após o tratamento da doença mental o desejo de se matar desaparece.

Quando uma pessoa pensa em se suicidar terá risco de suicídio para o resto da vida. FALSO. O risco de suicídio pode ser eficazmente tratado e, após isso, a pessoa não estará mais em risco.

As pessoas que ameaçam se matar não farão isso, querem apenas chamar a atenção. FALSO. A maioria dos suicidas fala ou dá sinais sobre suas ideias de morte. Boa parte dos suicidas expressou, em dias ou semanas anteriores, frequentemente aos profissionais de saúde, seu desejo de se matar.

Se uma pessoa que se sentia deprimida e pensava em suicidar-se, em um momento seguinte passa a se sentir melhor, normalmente significa que o problema já passou. FALSO. Se alguém que pensava em suicidar-se e, de repente, parece tranquilo, aliviado, não significa que o problema já passou. Uma pessoa que decidiu suicidar-se pode sentir-se “melhor” ou sentir-se aliviado simplesmente por ter tomado a decisão de se matar.

Quando um indivíduo mostra sinais de melhora ou sobrevive à uma tentativa de suicídio, está fora de perigo. FALSO. Um dos períodos mais perigosos é quando se está melhorando da crise que motivou a tentativa, ou quando a pessoa ainda está no hospital, na sequência de uma tentativa. A semana que se segue à alta do hospital é um período durante o qual a pessoa está particularmente fragilizada. Como um preditor do comportamento futuro é o comportamento passado, a pessoa suicida muitas vezes continua em alto risco.

Não devemos falar sobre suicídio, pois isso pode aumentar o risco. FALSO. Falar sobre suicídio não aumenta o risco. Muito pelo contrário, falar com alguém sobre o assunto pode aliviar a angústia e a tensão que esses pensamentos trazem.

É proibido que a mídia aborde o tema suicídio. FALSO. A mídia tem obrigação social de tratar desse importante assunto de saúde pública e abordar esse tema de forma adequada. Isto não aumenta o risco de uma pessoa se matar; ao contrário, é fundamental dar informações à população sobre o problema, onde buscar ajuda etc.

Fonte: ABEPS

De acordo com a ABEPS (Associação Brasileira de Estudos de Prevenção ao Suicídio), discutir sobre o assunto é a melhor forma para conscientizar a acabar com o estigma que ronda esse tema, estima-se que 50% daqueles que se suicidaram já haviam tentado previamente e de acordo com os estudos é sabido que quase todos os suicidas tinham um transtorno psicológico, como por exemplo depressão, transtorno bipolar, alcoolismo e abuso/dependência de outras drogas e transtornos de personalidade e esquizofrenia. Pacientes com múltiplas comorbidades psiquiátricas têm um risco aumentado, ou seja, quanto mais diagnósticos, maior o risco.

suicídio

SUICÍDIO, COMO PREVENIR?

  1. FALE SOBRE SUICÍDIO- É importante falar sobre o assunto, eliminar o estigma e o preconceito acerca do suicídio é o primeiro passo para conscientizar as pessoas ao seu redor.
  2. ESTEJA ATENTO – Familiares e amigos sempre dão sinais quando não estão bem, desenvolver esse olhar cuidadoso com o outro é um dos aspectos mais importantes para a prevenção.
  3. BUSQUE AJUDA – Órgãos como o CVV prestam apoio, oferecendo atendimento gratuito via chat, telefone, skype e presencialmente todos os dias da semana, 24 horas por dia. Se você notar qualquer mudança de comportamento em familiares ou amigos, busque ajuda de um profissional qualificado.

 

Essa matéria tem caráter informativo. Se você se identificou com qualquer sintoma dessa matéria, talvez você precise de ajuda profissional,procure um Psicólogo.

Autora: Danielle Vieira – Psicóloga em Bragança Paulista e São Paulo – SP, CRP 06/131376.

 

Fonte(s):

  • Suicídio: informando para prevenir*. Associação Brasileira de Psiquiatria, Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio. Brasília: CFM/ABP, 2014.

  • Braga, Luiza de Lima, & Dell’Aglio, Débora Dalbosco. (2013). Suicídio na adolescência: fatores de risco, depressão e gênero. Contextos Clínicos, 6(1), 2-14. https://dx.doi.org/10.4013/ctc.2013.61.01

 

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